A INCÔMODA PRESENÇA DE ANITTA!

#VaiMalandra

Tenho algumas considerações a fazer sobre toda essa polêmica, então vamos ao textão problematizador da problematização do problematizado do pro…Ah foda-se!

Primeiro é importante frisar que a maioria de vocês são CHATOS! Isso mesmo! CHATOS!!!! Parecem um bando de mosca ávidos para reclamar de tudo. Uma música, um funk, um clipe. Parem de reclamar e curtam a vida, a música, o momento.

BALANCEM MAIS O ESQUELETO DO QUE A LÍNGUA.💃🕺

O mais curioso dessas polêmicas que envolvem aAnitta, é que enquanto estamos em um território de total hostilidade em que os grupos se resumem em progressistas vs conservadores, no caso da cantora muitas vezes fica difícil diferencia-los. Explicarei mais adiante.

Anitta é sim merecedora do rótulo de mulher do ano, e não falo por gostar dela e das músicas. Falo por toda a trajetória dela desde que foi ‘descoberta’ pela Furacão 2000 até os dias de hoje. Nos últimos 4 anos, ela emplacou um sucesso atrás do outro. Atualmente ela conseguiu marcas que nenhum outro cantor brasileiro conseguiu. Em pouco tempo lançou músicas de vários ritmos e línguas diferentes, fazendo parceria com pessoas conceituadas no meio musical. Basta ver os números. Empresaria, dançarina, cantora e a dona da porra toda. Desculpe-me – ou não – caros leitores, mas ela é sim a dona da porra toda. Você gostando ou não de suas músicas. É de fato uma mulher para espelhar outras mulheres.

O funk brasileiro é um ritmo da favela, da periferia, do pobre. Muitas letras são espelhadas na realidade dos moradores da favela. E no Rio de Janeiro a ”voz da favela” se estendeu para todo o canto. Funk é escutado nas boates da Zona Sul, na periferia, nas festas de comemoração e até no carnaval. Os turistas amam funk, e nós também. O som de preto, de favelado que quando toca ninguém fica parado. Nem mesmo os indivíduos que querem pagar de cultos e elitizados na internet.

Os pontos principais das polêmicas envolvendo o #VaiMalandra se resumem ao questionamento se existe ou não mensagem politica, a objetificação da mulher, a glamourização da favela e a bunda da Anitta. E com relação a isso, muitas feministas coletivistas e conservadores estão de mãos dadas.

Eu não chamaria o clipe #VaiMalandra de um objeto de mensagem politica, creio que tenha mais a ver com a parte social, uma conscientização sobre o corpo e sobre a favela.

De inicio, Anitta mostra suas celulites sem medo de ser feliz, em slow motion (câmera lenta). Para quem vive em uma realidade diferente não deve ter entendido, mas para nós, mulheres comuns cariocas que vivemos em uma cultura que cultua ao extremo o corpo, tem sim um real significado. Diante das polêmicas da youtuber conhecida como Boca Rosa e todo o endeusamento de mulheres plasticas e perfeitas, a mulher comum tende a crer que é possível ser daquele jeito, de um jeito que no final das contas, sequer existe. Então sim, para muitas mulheres, ver uma cantora como a Anitta feliz rebolando e mostrando toda sua flacidez e celulite para todo o mundo é uma mensagem. É uma mensagem de que ela é como a gente e tudo bem se tiver celulite. Não tenha vergonha da suas imperfeições, ame-as.

Talvez para muitos o bumbum da Anitta não significa nada. Mas lembrem-se, não é por não significar para vocês que não significa para os outros.

A ideia que as pessoas fora do Rio de Janeiro fazem das favelas cariocas é que se resume a tristeza, pobreza e guerra de tráfico. No clipe, a Anitta retrata uma outra visão da favela, uma visão que já conheci e tenho orgulho disso. A favela das pessoas comuns, pobres porem felizes. A favela da resiliência. A favela da ‘cracudinha’ no bar tocando pagode ou funk enquanto se joga sinuca. A favela da diversidade.

Conservadores, moralistas e feministas coletivistas criticam a objetificação da mulher.. Se vocês pudessem me ver, toda vez que leio sobre isso, entenderiam o real sentido de ‘olhos de caça níquel”.

Qual o problema de usar a sensualidade e o corpo da mulher? Qual o problema de fazer isso com o homem? Músicas de todo o mundo esbanjam sensualidades em clipes e danças desde o primórdio e em 2017 estamos criticando um rebolado de uma funkeira em cima da lage do morro do Vidigal com biquíni de fita isolante? Que vale ressaltar não é apenas comum, mas também abriu um mercado enorme de aluguel de lage. Surpreendente ou não, tem quem ganhe dinheiro com isso. Tão errado assim? Não, não é!

E não meus caros, isso não vende o Brasil errado para os gringos e nem alimenta o trafico sexual. Trafico sexual é bastante comum em países sub-desenvolvidos e não será o tamanho do short da carioca, o seu rebolado ou a sua música que aumentará isso. Não sejam bobinhos! Basta ver os top 10 de países que tem maior índice e notar que o que une eles não é o tamanho da vestimenta e nem a música. O que une é a pobreza.

E feministas, por favor, parem de tentar por as mulheres em suas caixinhas moralistas. Parem de achar que mulheres não podem ser vistas como objetos sexuais e não podem ser sexualizadas (com contexto, é claro). Todo ser humano que tem desejos sexuais, objetifica sexualmente indivíduos que tenham características que os atraia. Eu já cansei de ver fotos e homens na rua e ‘objetifica-los’ e muitos de vocês também.

Em um clipe que tem toda a diversidade retratada da favela de um jeito tão divertido e original, vocês deveriam problematizar a falta do que fazer de cada um que fica perdendo tempo arrumando desculpa para problematizar e escutar um ritmo que não gosta.

No final das contas, essa ideia de objetificação, trafico sexual e afins vem apenas da cabeça suja dos brasileiros. Os gringos adoram. Sobre o corpo exposto? Já estão acostumados com coisas do tipo que está pelo Mundo todo.De Nicki Minaj à Twerk.

Então vamos parar de arrumar carrapato em cão que tomou injeção de Ivermectina.

Sejam menos chatos!
Sejam menos línguas de trapo!

 

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